terça-feira, 20 de setembro de 2011

Desabafo rápido

 

Algumas pessoas não deviam nunca trabalhar com educação.

Escola não é uma empresa qualquer, da mesma forma que educação não é uma mercadoria.

Se a escola particular tem o lugar que tem no Brasil, pelo menos que as leis de mercado sejam adequadas às concepções mais humanistasda educação. De qualquer educação.

Tem lei de mercado que é um puro deseducar. É óbvio, mas a gente esquece…

_Cibele zangada_

terça-feira, 13 de setembro de 2011

100 livros de Jonas!

Meu amigo Jonas Ribeiro comemora o lançamento de seu 100^ livro. Que maravilha! E aí vai o convite, pro pessoal de Sampa, desenhado e escrito por ele mesmo. Não é o máximo?

 

convite comemorativo

E aqui, a Editora Callis entrando na brincadeira!

Convite Jonas

_Claudia_

Inutilidades

Eu acho que essa maquininha foi inspirada no mito de Sísifo (ou Prometeu).

Ai-meu-deus-du-céu, como eu a-mo as coisas inúteis! =)

 

_Claudia_

domingo, 11 de setembro de 2011

Vamos?

viewer

_Cibele_

O desenhos-relatos das crianças de Terezin

Ao que parece, a maior coleção de desenhos de crianças conta uma história dura de se ouvir. Entre as cores da esperança de um dia melhor e traços muito mais desencantados, as cerca de 11 mil crianças do campo de concentração de Terezin*, na Alemanha, deixaram um legado muito raro: o testemunho direto da criança.

Esse campo de concentração tinha a particularidade de ser uma espécie de vitrine para a Cruz Vermelha, convencida de que ali os presos viviam com certa dignidade. Em Terezin, as crianças tinham aulas de artes com Friedl Dicker-Brandleis, artista que conseguiu guardar os desenhos em duas malas.

A coleção é parte do acervo do Museu judaico de Praga e passeou pelo Brasil recentemente. Infelizmente, a história contada pelas crianças tem lá seu tom específico, mas é a mesma história contada pelos adultos. Com um fim conhecidamente triste!

02f15

 

*das 11 mil crianças, que segundo relatos de sobreviventes, cantavam para espantar a fome e o medo, cerca de 100 se salvaram.

 

_Cibele_

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Falar bem se aprende

Uma das primeiras diferenças que eu notei entre as crianças italianas e as brasileiras é a desenvoltura e competência oral das primeiras. Não que as crianças brasileiras não falem bem, mas as italianas exageram. Falam com uma retórica assustadora, e com que correteza gramatical… As crianças brasileiras têm essa desenvoltura no corpo, na expressão corporal, se se quiser, que as italianas têm muito menos. Mas no ítem oralidade as italianas estão muito na frente. Coisa que levam pra vida inteira, o italiano adulto médio fala muito bem.

Com o tempo percebi que essa competência vem muito da escola, do estilo de educação daqui. Desde muito cedo, a expressão oral é incentivada na sala de aula. A avaliação nas escolas italianas é tão oral quanto escrita, às vezes até mais oral. As aulas são principalmente faladas e são constantemente ensinadas regras do diálogo, coisas simples como não interromper o outro que fala (e se acontece o outro se aborrece), encadear o discurso com bons elementos de coesão e coerência, alterar seu ritmo para não entediar os ouvintes, etc. Isso tudo ajuda muito. Gostaria de ter aprendido isso tudo quando era criança, pra ter mais familiaridade com a coisa. Não tenho.

Mafalda

Eu não tive essa formação oral e acho falar uma das coisas mais complicadas que existem. Me peçam pra escrever um artigo e dou pulos de alegria, mas se preciso falar em público passo dias de sofrimento, gaguejo, perco o fio da meada.  Me sinto sempre “correndo atrás do prejuízo”, como dizem os narradores de futebol, esses sim, companheiros da desenvoltura oral embora inimigos da competência linguística. Não se deve confundir uma coisa com a outra… “Falar bem” não é dizer abobrinhas que parecem sérias.

Hoje encontrei esse artigo falando da importância da narrativa oral no desenvolvimento cognitivo, reconhecida por uma pesquisa na USP; teria até algumas ressalvas às conclusões do artigo, embora concorde absolutamente com a afirmativa central, mas o comentário final do Maurício Leite (Mala de Leitura) é extraordinário.

Enfim, a ideia seria oferecer desde cedo recursos pra  encadear pensamento e expressão oral. Algo como ser inteligente com a desenvoltura de um speaker. Quer mais?

Aqui você pode ver e baixar a tese completa.

_Claudia_

domingo, 4 de setembro de 2011

Pra ler junto

Muito bacana o trabalho da escritora mineira Elizete Lisboa, que conheci através de sua irmã, a Pitucha (contadora de histórias, mediadora de leitura e oficineira de braille).

Elizete defende a ideia de inserir o braille nos  livros infantis. As ilustrações também têm algumas partes “em braille”, isto é, com pontinhos tocáveis no contorno. Coisa delicada de realizar, porque cada desenho precisa compor com o da página no verso… Mas a ilustradora Ana Raquel, ajudada pela própria Pitucha, faz isso muito bem.

Crianças que enxergam podem conhecer o braille e  compreender melhor o universo da criança que não enxerga. E estas podem ampliar suas linguagens. O que achei mais legal é a oportunidade de interação entre as duas, que podem ler juntas a mesma história, cada uma com seu recurso.

Na Livraria Virtual da Paulinas é possível adquirir os livros.

E esse aqui é o vídeo sobre a experiência:

_Claudia_

sábado, 3 de setembro de 2011

Manoel para fazer o sábado sorrir

Desde que vi esse vídeo, há dois anos atrás, na exposição Artes para Crianças, procurei para trazer aqui pro Quintal. Até que a Rosana Padial, leitora de outros carvavais, achou esse presente:

Bom sábado,

_Cibele_

 
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