sexta-feira, 13 de abril de 2012

Pausa por tempo indeterminado, o que significa um stop pra não danificar o equipamento.

Queridos quinteiros,
 
A vida anda corrida, meio desassossegada e infelizmente o tempo pro Quintal reduzido.
Por isso, nós duas resolvemos fazer uma pausa na nossa atividade quintarolesca até que o ritmo da vida retorne ao normal.
 
Um abraço e até (esperamos) breve,
 
Cibele e Claudia
 
PS: Não deixem de passar no post novo do primo-vizinho Garrocho. Coisa bonita de se ver...
 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Gioco di ruolo

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Em italiano, “brincar de casinha” se chama “gioco di ruolo”, isto é, brincadeira de papéis sociais. Nome super apropriado, acho. Porque é exatamente isso que fazem as crianças quando brincam de casinha, experimentam as diversas funções sociais com as quais identificam os adultos. Bem revelador de como vêem o mundo.

E levam super a sério essa função. Mesmo se sabem muito bem que aquilo tudo existe “num outro tempo”:

_ Então eu ERA a mãe.

_ Eu ERA o médico e você TINHA IDO fazer a consulta.

Que é o tempo da imaginação. Tempo em que, embora a forma verbal usada no discurso  seja o passado, as ações acontecem no presente e esbarram no futuro.

Tudo tem de ser muito coerente, é uma ficção absolutamente real.

Lembro quando cheguei aqui e não dominava a língua. Brincando de casinha com a filha de um amigo, então com 5 anos, ela era a médica e eu a paciente. Me deu inúmeras injeções (ela tinha acabado de fazer um tratamento em que tomava injeções todos os dias, durante quase um mês). Até que sugeri inverter os papéis. Ela foi cortante:

_ Mas você não pode ser a médica, você não sabe nem falar direito!

E não é que estejam “representando”. Estão ATUANDO. Têm “fé cênica” (Stanislavskij). As ações são tão verdadeiras quanto os sentimentos. A análise é super acurada, bem definida, profunda.

Parecido com os gatinhos que se exercitam na caça; crianças vão a fundo quando se exercitam nos papéis sociais.

(Sou fã de brinquedos de casinha. E de casinhas de madeira no quintal. Casas na árvore. Cenários diversos, tudo que serve de palco pra brincadeira de papéis sociais).

_Claudia_

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O beijo da lua

Uma história de amor entre dois peixinhos-meninos, pra puxar a conversa sobre a homossexualidade com as crianças.

Lírico, profundo, apaixonante. E, não sem muita polêmica, já chegou às escolas elementares francesas.

 

“O filme fala de amor, da pluralidade das relações amorosas. E não de sexualidade” – explica o diretor  Sebastien Watel. “ São os adultos que reduzem frequentemente a homossexualidade à relação sexual”.

_Claudia_

domingo, 1 de abril de 2012

A palavra e a despalavra de Manoel de Barros, antes do cacoete

Minha amiga e artista plástica Patrícia Caetano que me contou.

Poesia é isso, uma frase que te cala. Calei!

_Cibele_

quarta-feira, 28 de março de 2012

Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim
esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo.
Manoel de Barros

 

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Imagem: Ionit Zilberman

_Claudia_

sábado, 17 de março de 2012

Coleção de caixinha de músicas

Uma caixinha de música é uma delicadeza, uma vulnerabilidade, um segredo, uma fragilidade. Elas costumam falar de uma coisa ausente (no tempo ou no espaço) que insiste em se fazer lembrar.

Foi bem assim: eu estava pensando justamente nessas delicadezas, segredos, vulnerabilidades e fragilidades quando caíram no meu colo duas caixinhas:

Ulisses Conti

Essa primeira é do Ulisses Conti, um músico cujo trabalho  descobri recentemente e gostei muito, muito. Indico fortemente uma busca no google e no you tube.

Depois, um amigo compartilhou no facebook,

a Valsa da Amèlie, aquela moça que sabia cuidar das caixinhas dos outros.

E aí comecei uma coleção de caixinhas enooorme, que nem cabe aqui no Quintal. Mas queria compartilhar só mais duas. A história contada pela Regina Spektor sobre como ela se sente presa na melodia repetitiva e infantil da caixinha:

 

E por último, um pedaço de história triste sobre o que acontece quando a caixinha de música cai nas mãos erradas:

Por isso, atenção! Quando estiver com uma caixinha de música nas mãos, esteja a altura da pequeneza dela.

_Cibele_

sexta-feira, 2 de março de 2012

Os palcos de Tina

Hoje em dia, mais que nunca, Educação tem muito mais a ver com Cultura que com qualquer outra coisa. E Cultura tem muito mais a ver com símbolos que com qualquer outra coisa.

Concordam?

Olhaqui um exemplo: usando suas habilidades de cenógrafa, uma professora de primeiro período  criou, junto com suas crianças, alguns  cenários dentro de sua sala de aula. Feitos em modo simples, basicamente em papel e tecido, esses ambientes servem  pras crianças  soltarem a fantasia e assim produzirem mais e mais símbolos. Coisa que só enriquece o dia a dia do grupo.

Achei um barato e fiz fotos procês verem também.

A nave espacial:

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O navio dos piratas:

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O castelo, aberto e fechado.

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Tudo dá pra entrar dentro e brincar até falar chega. Não é uma ótima ideia?

Criançada sortuda essa de ter uma professora assim.

_ Claudia_

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A musa do Parque Guanabara

Tenho muitas memórias da minha infância no Parque Guanabara.  Por ser um espaço tão familiar, nunca tinha me perguntado_ afinal, por que cargas d´água a roda gigante do parque fica de costas pra Lagoa da Pampulha. A questão foi colocada por meu irmão num encontro familiar e reproduzida nesse post.

Em uma visita ao parque em maio do ano passado, conheci a nova e linda roda gigante, fato que constado aqui.

Mas ontem… ontem foi demais! Eu andei (esse verbo cabe?) na roda gigante. Ela é linda, altíssima e tem uma vista ma-ra-vi-lho-sa de Belo Horizonte. A Lagoa, o Mineirão, o Mineirinho…fui no início da noite, querendo mesmo ver as luzes do parque, mas vou voltar em breve pra ver tudo sob a luz do sol.

Altamente indicado para crianças, adultos amantes da cidade, adultos desiludidos e saudosistas.

Não esqueçam de levar a máquina fotográfica! Olhem os meus click’s:

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_Cibele_

 
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