domingo, 31 de maio de 2009

Teatro e família

CatimO Catim Nardi, da Companhia O Navegante de Teatro de Bonecos, cuja sede é em Mariana (MG), me escreveu contando sua experiência no Festival Internacional Artisti in Piazza (Arte de rua) aqui na Italia. Diz ele que a chuva fez com que a organização tivesse de rever tudo… E que ninguém sabe como e quando vai poder se apresentar. Pena. Vamos torcer pra passar a onda de chuvas, afinal ainda restam 3 dias de Festival.

Mas pro Catim a vinda aqui na Italia valeu foi por outro motivo: ele reencontrou um braço da sua família que nem sabia que existia. Encontrou, entre outros, uma irmã do seu avô que tem 95 anos e é lúcida e ativa. Achei um barato essa história, imagina que emocionante reencontrar esses laços assim perdidos no tempo e no espaço. Histórias de migração, de separações longínquas, de encontros e despedidas sempre me tocam muito. Eu fico sempre pensando que o mundo pode ser tão grande ou tão pequeno, dependendo da situação.

Acaba que ele foi entrevistado pela TV e por vários jornais italianos por causa dessa história. Aqui dão muito valor pra esse tipo de coisa (justamente, todo país devia dar). Recebeu também uma homenagem na Prefeitura de Cesena, “uma espécie de troféu em cerimônia”, como descreveu ele, pelo trabalho que apresentou lá. Mais-que-merecido. A Cia Navegante vem fazendo muita coisa linda nos últimos anos, confiram no site deles, e merece todo reconhecimento do mundo. Mais um orgulho das Minas Gerais... (terra adotiva do argentino-meio-italiano Oscar Alberto Nardi, mundo pequeno, não?).

_Claudia Souza_

sábado, 30 de maio de 2009

Moral e Moralismo

Taí uma diferença sutil e fundamental. Muito bem alinhavada pelo Marcelo Coelho aqui.

Não é um fio interessante pra uma boa conversa?
Puxem os banquinhos que a sombra da árvore tá ótima.

_Claudia Souza_

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Estátua!



O Quintarola comemora aqui 100 posts de muita conversa boa. Viva eu, viva tu. Viva quem pitacou, quem leu, quem conheceu, quem se reconheceu, quem reencontrou, viva a criança, viva a infância... e é claro, viva o rabo do tatu.


Tim-tim!

Claudia e Cibele

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Salpicadas


Imagem da artista contemporânea Laurie Lipton. Para ver a infância com os olhos da americana...(X).

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No caderno MAIS (acesso para assinantes folha e uol) da Folha de São Paulo de domingo, o incrível diálogo entre Sílvio Santos e Maisa em que ele, muito zeloso, a adverte que ela era feia no início de sua carreira. Em seguida a pergunta: o que você vai fazer quando tiver 10 anos e o público não ligar mais pra você?

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Aqui, disponível pela Biblioteca Digital da UFRGS, uma excelente dissertação de Flávio Roberto Meurer sobre a transformação da criança em atração midiática. Obviamente, disponível para consulta e não para comercialização.

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Mas como nem tudo são espinhos, aprendi com um brincante gente grande a fazer uma pipinha com aquele fio da vassoura piaçaba...uma coisa de uma poesia sem igual. Diante do meu espanto, ele deu de ombros: uê, eu fazia isso quando era criança. Prometo foto e passo a passo depois.

_Cibbele Carvalho_

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Filosofia boa é isso

O Ed me mandou esse link pra uma história em quadrinhos do Maurício de Souza, em que Piteco protagoniza a alegoria da caverna, de Platão. E vem direto pro quintal. Valeu, compadre.
=)

_Claudia Souza_

terça-feira, 26 de maio de 2009

Maisa e o filósofo ou como banalizar a vida

Li esse texto sobre o caso da criança Maisa e o deixaria passar desapercebidamente se ele já não estivesse circulando por grupos de discussão sobre educação. Trata-se de um filósofo com alta graduação, polemista, autor do conceito de filosofia como desbanalização do banal, pragmatista que se orgulha da amizade de Richard Rorty. É exemplo da autoridade dos títulos e da própria filosofia como detentora de um conhecimento universal a respeito do mundo.

São tantas as minhas indignações com a irresponsabilidade do texto, que meu post inicial tinha 4 laudas, pontuadas em tópicos de argumentos e contra-argumentos. Por enquanto, vou ficar com a afirmação de que o sentimento da infância e por conseqüência o conceito de infância e os direitos da criança são construções históricas extremamente caros à nossa cultura.
_Cibele Carvalho_agora sim, se dando ao deleite das notas de viagem da Clau

Ai se eu estivesse aí!!!


Não perdia quase nada. Coisa muito boa de se ver. Espetáculos sem idade.
Parabéns de novo Catibrum!
E dessa vez, um parabéns especial: a Adriana Focas me escreveu contando que eles estão comemorando 10 anos de Festival!

_Claudia Souza_

Outra ainda mais curtinha

As crianças em Bruxelas nessa época do ano, como em toda a Europa, saem muito pra excursões fora da Escola. Também, 'tadinhas, no inverno ficam o tempo todo em espaços fechados (que sorte das crianças brasileiras). Na Primavera visitam museus, salas de exposição, praças importantes, vão a concertos, etc. E usam os meios de trasnsporte normais da cidade: metrô, ônibus, etc. (Nada de vans privadas).







Em Bruxelas o interessante é que vão devidamente realçadas nesses coletinhos fosforescentes. Bem seguro, né?
 
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