quinta-feira, 4 de março de 2010

Contos populares brasileiros 3: Contos de Riso

Taí uma modalidade que a meninada adora! E a adultada também. =)

São histórias boas de contar, de ler, de escutar, de escrever. Através de recursos simples, mas complexos, trazem à tona uma das coisas mais difíceis de se lidar: o ridículo que traz dentro de si todo e qualquer ser humano, seja ele “bobo, bocó, burraldo e paspalhão”, como no maravilhoso livro do mestre Ricardo Azevedo, ou o supra-sumo da inteligência.

As anedotas não envelhecem nunca nesses contos. Podem ser repetidas à exaustão que a gente morre de rir, só pelo modo em que são narrados. Tem de ter muita capacidade pra amarrar as palavras umas nas outras de modo a provocar o riso solto. Coisa pra poucos contadores, e menos ainda escritores (imaginem a dificuldade de não ter outros recursos senão a palavra).

4018 - 1961 - O Macaco e a Velha 01

Lembram do “Macaco e a Velha”? Gosto muito dessa versão recontada pelo Braguinha (que é a que a gente escuta cantada na Coleção Disquinho e vê nos velhos slides, que agora descobri, foram parar no iutubi!), mas tem muitas outras divertidíssimas, de rolar de rir. A minha versão preferida é a do Ricardo Azevedo mesmo, confesso. Com especial destaque pro final. Antes tinha o livrinho só dela, acho que saiu de catálogo, mas vocês podem ainda lê-la na coletânea Histórias que o povo conta. São Paulo: Editora Ática, 2002. p. 26-30. Aliás, é ótimo apresentar às crianças várias versões do mesmo conto(mesmo que às vezes elas reclamem: Não é assim!). Com o cuidado de evitar as tais adaptações ou “versões renovadas”, o que significa “politicamente corretas”(isso vale não só pros contos de riso).

Como toda categoria de conto popular, os contos de riso têm a sua gramática. São cheios de idas e voltas, jogos de palavras (com a licença poética pras chamadas palavras chulas, mas delicadas, sem exageros), situações fantásticas e burlescas, onde a sorte é quase sempre determinante a favor do mais fraco… enfim, acho que vale mais a pena vocês mesmos descobrirem o quê mais, lendo e relendo o que tem por aí.

_Claudia_

6 comentários:

Cibbele Carvalho disse...

Clau, tem algum problema com o link do iutube.

Boto aqui de novo:

http://www.youtube.com/watch?v=tiDezlcL4rU&feature=PlayList&p=99C709BA24361FD4&playnext=1&playnext_from=PL&index=59

Cibbele Carvalho disse...

Idéia ótima essa dos slides, heim! pena que encheram os coitados com esses efeitos de power point chatíssimos. Deu até saudade do barulhinho do projetor...

Cibbele Carvalho disse...

Clau, porque que esse é conto de riso e não de esperteza?

Claudia Souza disse...

Acho que já resolvi o problema do link. Testem aí.
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Os efeitos de power point são baranguinhos mesmo hehehe E o projetor que a gente usava quando eu era criança fazia um barulhão (não um barulhinho)! hahaha
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Essa versão do Braguinha tem uma parte de conto de esperteza sim, porque ele acrescentou um outro conto à história em si. Mas a história original é de riso. Veja a versão do Ricardo Azavedo e outras que podem ter também o nome "O macaco e a boneca de piche".
Mas na verdade mesmo, essa classificação é muito didática, todos tem um pouco de tudo...

Cibbele Carvalho disse...

Ahhh...tendi...

: )

Cibbele Carvalho disse...

O link ficou jóia agora!
: )

 
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