segunda-feira, 1 de março de 2010

A Lenda do Romãozinho


Lembrei de outra pra contar...a lenda do Romãozinho, um menino danado demais! Nasceu danado e assim ficou até o seu fim, do qual a gente só sabe ouvindo a estória que se segue com ouvido bem abertos.


Pois a mãe do Romãozinho pediu ao malcriado que levasse o almoço a seu pai que estava trabalhando numa roça logo adiante. Romãozinho praguejou e de raiva resolveu comer todo o frango do pai.


O pai, quando viu os ossinhos no fundo do prato, foi logo perguntando quem fez aquilo e Romãozinho, só na ruindade, vingou-se da mãe dizendo que tinha sido ela e um homem que sempre a visitava quando o pai estava ausente.


O pai volta pra casa na mesma hora e encontrando a esposa a fiar no alpendre, mata-lhe pelas costas, chamando-a infiel. Antes de morrer, a mãe pragueja contra Romãozinho, dizendo que não haveria lugar pra alma tão ruim nem mesmo no inferno.


E é por isso que Romãozinho vive até hoje aqui e aí ao seu lado, amedrontando qualquer um na ruindade que lhe é própria, fazendo artes de norte a sul. Pra ele, nem o céu, nem o inferno!


Ai que medo!


_Cibele_


* Dizem que esse conto deu origem à lenda do saci.
** Conheço na versão de Câmara Cascudo que reconto aqui de memória, mas que vale a pena procurar pra ler de cabo a rabo.

17 comentários:

e. s. disse...

taí, gostaria de ver uma enciclopédia com os vilões de lendas e contos brasileiros.

abraço pra dona Cibele e beijoca pra comadre Claudia.

Cibele Carvalho e Claudia Souza disse...

Taí! A idéia é ótima! Abraços, E.S...volte sempre e não se intimide de descartar o "dona"...
: )
Cibele

Claudia Souza disse...

Olha ele ai!! O Ed, meu compadre filosofo-matuto, conhecedor de cada virgulinha da cultura popular brasileira. O senhor é sempre muiiiiito bem-vindo ao Quintal! =)
Entao, essa idéia da enciclopédia nao é mal, vou fazer mesmo a enciclaupédia como sugeriu a Cibele hehehe
Beijos!

e. s. disse...

* ai se sêsse! *

bem, quando a enciClaupédia sair, não deixe de avisar =]

abraços e beijocas procês ;)

Claudia Souza disse...

Essa do Romãozinho é um exemplo de conto que "vira" lenda. Isso acontece por dois motivos: ou o conto é baseado em algum personagem ou história real (vlaro, romanceada ou colorida com elementos fantásticos) ou então, de tanto ser contado, acaba se cristalizando no repertório popular, o que faz com que pareça verdade. Pronto, virou lenda.
É isso mesmo, compadre Ed? er er
Se não for alguém venha aqui me corrigir, porque eu tô é loooonge de ser enciclopédia!

Claudia Souza disse...

Deus-mi-livri desse Romãozinho, viu. Isso daí é vilão de novela da Janete Clair! ha ha ha

e. s. disse...

acho que passo a bola adiante =)

Cibele Carvalho e Claudia Souza disse...

Ô Clau, porquê que eu não consigo comentar mais com meu nome...eu, heim! só pode ser coisa desse Romãozinho!

Cibele

Claudia Souza disse...

Isso, Ci, assim que eu gosto, lançando mão de uma lenda disponível no repertório popular do teu país pra explicar um fenômeno! A crença-sem-crer (o faz-de-conta), na base do jogo. Isso que é ludicidade boa! =)
Ed, nãooooooooo, fica com a bola e marca uns gols aí, você entende muito mais que eu desse assunto! Please!

e. s. disse...

Cibele,
tente editar seu perfil no Blogger, mudando os campos nome e sobrenome. Deve resolver.

Comadre,
deixe de modéstia que todos sabemos que a enciClaupedista aqui é vc =)

Só o que lembro, se é que lembro, é que fatos perdidos no tempo podem se tornar lendários e, uma vez fixados como traços da ideologia, ganham contornos mitológicos, às vezes também como componentes religiosos. Exemplos recentes no cinema são as "versões históricas" dos filmes Rei Arthur (Antoine Fuqua) e do próximo Robin Hood (Ridley Scott), que exploram a inversão desse processo.

Bjocas,

Ed.

Claudia Souza disse...

E é gooooool! =)

e. s. disse...

nem a Lúcia Helena mima a gente tanto assim =)

Cibbele Carvalho disse...

Faz de conta nada, Clau...vc veja que foi só eu falar no nome dele que o feito se desfez...eu, heim!

Hahahahaha....estou me dobrando de rir da Lúcia Helena...tinha me esquecido dela...

Impagável esse e.s., merece pelo menos um café passado na hora, né não sócia?

e. s. disse...

(ó pra tu, Romaozinho, cabei de ganhar um espresso ;)

Claudia Souza disse...

Ha ha ha voces dois sao impagaveis.
O Ed é quinteiro de alma, Ci. Pode passar o café que eu também bebo com gosto.

Sobre o faz-de-conta: nao tem nada mais verdadeiro! A unica coisa que muda é o tempo. Foi, desfez... o faz-de-conta é no tempo do "era". O resto é tudo igual.

Cibbele Carvalho disse...

expresso nada...café passado no filtro de pano e servido naquelas canequinhas esmaltadas.

Cibbele Carvalho disse...

Ah...ainda sobre o saci...a lenda do diabo engarrafado está presente em várias culturas, né?

Aliás...o diabo merece um post só pra ele. Assim como menino Jesus, ele aparece muito em forma de criança custosa. Tipo o Romãozinho. Isso de dia, porque de noite, ouvi dizer, ele gosta mesmo é de atiçar a mulherada!

Ui, pé de pato mangalô três vezes! Toc, toc, toc!

 
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