quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Começa em casa…

Hal the sky

Em seu livro Half the sky, Nicholas Kristof e Sheryl WuDunn, jornalistas americanos, concluem que está nas mulheres a possibilidade de resolver os maiores problemas do mundo, como a pobreza e a violência.

Através de uma análise da situação feminina no mundo, principalmente em países em desenvolvimento como Índia e China e outros como Paquistão e Arábia Saudita, além de diversos países africanos, afirmam que oferecer ajuda ao desenvolvimento das mulheres não é apenas uma questão de ética, mas o melhor modo de mudar o quadro de miséria e brutalidade geral desses países, o qual afeta principalmente as crianças. Ou seja, quando a população feminina tem boa saúde, vai à escola, trabalha e participa da vida política é a inteira sociedade que obtém benecífios.

As histórias narradas no livro são dramáticas e falam de mortalidade materna, mutilações genitais, aborto seletivo, assassinatos por motivo de dotes, violência doméstica, exploração sexual, casamentos infantis, “delitos de honra”, todas situações terríveis a que está exposta uma quantidade impensável de mulheres no mundo do século XXI. Os resultados de pequenos gestos de suporte e incentivo a estas mesmas mulheres, que os autores também mostram, são surpreendentes.

(No Brasil, o programa Bolsa Família já percebeu que, entregando os contributos às mães de família, as chances de que o dinheiro seja gasto com dignidade e precisão é infinitamente maior).

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Enquanto isso, o jovem fotógrafo francês Jr está concluindo um trabalho de quase três anos girando pelo mundo, retratando mulheres que vivem em condições precárias. Entre elas, as moradoras da favela da Providência, no Rio. As imagens serão expostas em formato gigante pelas ruas, pontes, viadutos, prédios e outros lugares chiques de Paris. Como fez há um ano, ajudado pelas próprias moradoras e pelas crianças da Providência, colando os retratos nas fachadas das casas e ao longo da grande escadaria que atravessa a favela. O artista realizou um livro em que conta o percurso deste trabalho, o qual distribuiu aos habitantes (não foi comercializado). Além disso, financiou e realizou na favela o utópico projeto de um centro cultural, inaugurado com a presença das crianças do morro. Jr também fez desmontar uma das últimas casas de compensado da Providência(construindo por sua conta uma casa de alvenaria para a família que a habitava), a qual está usando em suas instalações e para projetar vídeos. A casa está exposta no Pavillon de l’Arsenal, o museu de arquitetura de Paris.

Pra quem quiser saber mais, além do site do artista linkado acima, existem vários vídeos circulando pela rede.

_Claudia_

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